Chegou o Carnaval

   Hoje acordei com um sol radioso, um céu azul claro, um dia bonito. Saí da cama, desliguei o ar-condicionado. De seguida a inevitável escovadela dos dentes para tirar da boca aquele sabor a carpete suja depois de uma festa. Dentes escovados, cara lavada com água fresca, rins despressorizados, eis se não quando o cerebro capta qualquer coisa que me fez temer pelo fim da raça humana. Caminho até á sala e o sinal começa a intensificar-se. Porra, cada vez pior. Neste momento a morte da mãe do Bambi já não me diz nada. Aproximo-me da janela da sala, que tem vista para rua, abro-a e parecia que estava a levar com o fim do mundo directamente na cara. Fodasse, é carnaval e estes nativos andam por aqui a abanar o cú enquanto ouvem uma merda que eles chamam Samba. Estou a ser praxado e eu não me lembro de me ter inscrito nesta Universidade. Que puta de música! Tirando o típico português a dizer que não tem sorte nenhuma na vida e o Mourinho a dizer que é o Special One, o Samba é a coisa mais repetitiva e sem graça (eu sei eu sei, disse "sem graça". Más influências, desculpem) que eu conheço. Sorte a minha que ainda não tinha tomado o pequeno almoço, senão o regurgitamento estomacal seria a minha segunda má experiêncial num dia que mal tinha começado. Choque número dois: a percepção de que esta condição estava para ficar, pois o carnaval aqui dura oito dias seguidos "non stop". E depois ainda se perguntam porque é que o país não anda para a frente. Meus amigos, este ruído (digo ruído para não dizer mais asneiras) a que chamam Samba só serve para uma coisa: é uma desculpa para estes nativos e nativas abanarem o cú de maneira promíscua fazendo-nos esquecer que nos outros dias do ano são bandidos e prostitutas.

   Mas (há sempre um "mas"), servindo-me daquela valiosa lição que nos diz que " quando estamos metidos na merda até ao pescoço não podemos desesperar pois podia ser pior, podia ser merda e mijo", tirei uma boa ideia desta triste altura do ano: o meu laboratório devia intoduzir na programação anual de produção, um ou dois medicamentos anti-depressivos e algodão para os ouvidos.

   Desejando-vos um bom carnaval europeu, com más imitações do samba do Rio de Janeiro e gajas de fio dental expostas ao inverno rigoroso da Europa, o vosso "homem no Brasil",

Bri.

publicado por Señor B às 22:32